Ok,
você não deve ter entendido nada sobre o título da postagem e posso garantir que
não sou maluca, esse título veio de uma música da dupla Thaeme e Thiago. Aconselho
você dar o play aqui embaixo antes de continuar lendo o post.
Claro
que o clipe fala sobre uma traição, mas enquanto arrumava a casa ouvindo
músicas no aleatório pelo celular foi como se houvesse recebido um soco no
estômago. Gente, essa música era para mim.
E se encaixa perfeitamente no momento em que estou vivendo aqui em casa. Aconselho
dar uma lida na aba “Sobre” ali no
menu para entender o motivo do blog e de tudo isso aqui.
O
que quero dizer é que essa música soou como a trilha sonora tapa-na-cara que eu
precisava. Pelo amor de Deus, eu acabei de brigar com meu pai e estou com um
grande sentimento de:
“Você estragou tudo e agora vai pagar pelo que fez, bem feito!”
“Eu tenho pena quando perceber que foi um passatempo e nada mais. Uma vontade, um momento. Vai bater arrependimento. Ai cê vai lembrar de mim. Ai cê vai lembrar de mim”.
Mãe,
não me deixe ir. Não agora. Não nessa situação. Quero morar sozinha sim, mas
não quero sair brigada. Quero sair porque vou fazer uma viagem para o exterior a
trabalho. Ou quero sair porque meu apartamento estará pronto. Quero sair porque
me casei. Enfim, quero sair porque estou indo para algo maior que eu, maior que
nós. Não quero sair brigada, não quero sair com o coração pesado e nem de
cabeça quente. Porque eu sei que se eu sair assim, vai ser para o pior.
“Tá vendo, você não me escutou e tá ai sofrendo. Foi procurar lá fora o que tinha aqui dentro. Enxuga essas lágrimas e olha bem no fundo dos meus olhos. Bem feito”.
A
reclamação aqui em casa sempre foi pelo financeiro e como eu era egoísta em não
ajudar em casa. Sempre bati de frente com eles por causa disso, mas depois de
ficar ouvindo várias e várias vezes essa música pensei que eu realmente sou egoísta.
E que a ajuda que eu dou é muito pouco em troca de tudo o que tenho.
Ah, Roberta... Mas eles não fazem mais
do que a obrigação deles. Eu não pedi para nascer. Blábláblá.
Se
você for menor de idade, ok. Eles ainda são obrigados a isso, mas se já passou
dos dezoito sinto muito em te dizer que eles não são mais obrigados a nada. E
eu estou aqui com quase vinte e quatro anos comendo bem, bebendo bem, morando
bem, usando a internet deles, o Netflix deles, a água, a energia e como estou
retribuindo isso? Com grosserias, reclamações e muito mau humor.
A
minha família pode ter seus defeitos sim, mas nunca deixarão de ser minha
família. De ser o apoio que eu preciso, a minha base. E então isso me levou a
pensar sobre ninguém ser obrigado a aguentar uma pessoa como eu. Porque eu sou
uma pessoa chata pra caramba e se elas foram embora da minha vida é porque eu
deixei que isso acontecesse. Triste né? Uma coisa estava ligada diretamente a
outra e eu não tinha a capacidade de perceber. Dude, se você não é capaz de
lidar com os seus pais que são “obrigados” a te amar, o que falar sobre um
estranho? É complicado.
“Ninguém mandou se aventurar, cair em tentação. Agora se entenda com seu coração”.
É
exatamente isso que estou tentando fazer e vou contar com a ajuda desse blog
para fazer acontecer. Vou me entender com meu coração primeiro, lidar com todos
os problemas que tenho em casa. E espero sinceramente que vocês me ajudem
nisso.
Lembrei
de uma cena de “As Crônicas de Nárnia” onde a Lúcia vira Suzanna e Nárnia deixa
de existir. Não quero que eu deixe de existir nessa família. Não quero mesmo.
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