Bem Feito

sábado, 21 de novembro de 2015



Ok, você não deve ter entendido nada sobre o título da postagem e posso garantir que não sou maluca, esse título veio de uma música da dupla Thaeme e Thiago. Aconselho você dar o play aqui embaixo antes de continuar lendo o post.


Claro que o clipe fala sobre uma traição, mas enquanto arrumava a casa ouvindo músicas no aleatório pelo celular foi como se houvesse recebido um soco no estômago. Gente, essa música era para mim. E se encaixa perfeitamente no momento em que estou vivendo aqui em casa. Aconselho dar uma lida na aba “Sobre” ali no menu para entender o motivo do blog e de tudo isso aqui.

O que quero dizer é que essa música soou como a trilha sonora tapa-na-cara que eu precisava. Pelo amor de Deus, eu acabei de brigar com meu pai e estou com um grande sentimento de:


“Você estragou tudo e agora vai pagar pelo que fez, bem feito!”


Depois comecei a pensar em tudo o que havia conversado com a minha mãe sobre as minhas atitudes e percebi a quão errada eu estava nessa situação. Ok, ela me mandou embora de casa, mas aposto que no fundo ela não queria que eu fosse. Posso estar enganada, claro. Mas sinto que ela não quer afastar a família. O que me fez refletir sobre esse trecho aqui:


“Eu tenho pena quando perceber que foi um passatempo e nada mais. Uma vontade, um momento. Vai bater arrependimento. Ai cê vai lembrar de mim. Ai cê vai lembrar de mim”.


Mãe, não me deixe ir. Não agora. Não nessa situação. Quero morar sozinha sim, mas não quero sair brigada. Quero sair porque vou fazer uma viagem para o exterior a trabalho. Ou quero sair porque meu apartamento estará pronto. Quero sair porque me casei. Enfim, quero sair porque estou indo para algo maior que eu, maior que nós. Não quero sair brigada, não quero sair com o coração pesado e nem de cabeça quente. Porque eu sei que se eu sair assim, vai ser para o pior.


“Tá vendo, você não me escutou e tá ai sofrendo. Foi procurar lá fora o que tinha aqui dentro. Enxuga essas lágrimas e olha bem no fundo dos meus olhos. Bem feito”.


A reclamação aqui em casa sempre foi pelo financeiro e como eu era egoísta em não ajudar em casa. Sempre bati de frente com eles por causa disso, mas depois de ficar ouvindo várias e várias vezes essa música pensei que eu realmente sou egoísta. E que a ajuda que eu dou é muito pouco em troca de tudo o que tenho. 

Ah, Roberta... Mas eles não fazem mais do que a obrigação deles. Eu não pedi para nascer. Blábláblá.

Se você for menor de idade, ok. Eles ainda são obrigados a isso, mas se já passou dos dezoito sinto muito em te dizer que eles não são mais obrigados a nada. E eu estou aqui com quase vinte e quatro anos comendo bem, bebendo bem, morando bem, usando a internet deles, o Netflix deles, a água, a energia e como estou retribuindo isso? Com grosserias, reclamações e muito mau humor. 

A minha família pode ter seus defeitos sim, mas nunca deixarão de ser minha família. De ser o apoio que eu preciso, a minha base. E então isso me levou a pensar sobre ninguém ser obrigado a aguentar uma pessoa como eu. Porque eu sou uma pessoa chata pra caramba e se elas foram embora da minha vida é porque eu deixei que isso acontecesse. Triste né? Uma coisa estava ligada diretamente a outra e eu não tinha a capacidade de perceber. Dude, se você não é capaz de lidar com os seus pais que são “obrigados” a te amar, o que falar sobre um estranho? É complicado. 


“Ninguém mandou se aventurar, cair em tentação. Agora se entenda com seu coração”.


É exatamente isso que estou tentando fazer e vou contar com a ajuda desse blog para fazer acontecer. Vou me entender com meu coração primeiro, lidar com todos os problemas que tenho em casa. E espero sinceramente que vocês me ajudem nisso. 

Lembrei de uma cena de “As Crônicas de Nárnia” onde a Lúcia vira Suzanna e Nárnia deixa de existir. Não quero que eu deixe de existir nessa família. Não quero mesmo. 


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